Do mesmo jeito, só que melhor.

Autor: Doses. Henrique Nunes.

Quando os irmãos Luiz e Dito anunciaram a reforma da birosca, houve quem clamasse a todos os santos, fizesse promessas impossíveis e jurasse nunca mais chegar tarde em casa para que o Bar Don Nery (com “n”, segundo o letreiro) não os privasse dos pequenos prazeres aos quais estavam habituados desde o início dos anos 90. “Calma pessoal. É só uma mudancinha aqui e ali”, avisavam os anfitriões.

Hoje, um ano depois da temida intervenção, nada mudou – embora tudo esteja mais limpo, organizado e, vá lá, moderno. A freguesia ainda se acotovela no balcão, mantido intacto pelo bem da boemia, os salgados da vitrine são os de sempre e a cerveja continua imbatível no quesito temperatura. E a convivência, que já era ótima, ficou ainda melhor. “Agora, temos que providenciar o tombamento do bar”, avisa um cliente das antigas, feliz da vida em ter mais 20 anos de garantia no Don Nery.

Para entender tamanho sucesso, é preciso ir até lá e testemunhar a dedicação com a qual os irmãos mantêm tudo em seus devidos lugares. Desde as primeiras horas do dia, ambos se desdobram para deixar as coisas impecáveis. Só não antecipam os comes porque tudo é feito na hora, ao gosto do freguês e é “bão, mai bão memo, qui dá té dó di vendê”. A sacada do slogan, aliás, alimenta não só a cultura valinhense como o estômago exigente dos clientes.

A porpeta de carne com provolone é patrimônio gastronômico da cidade e o bolinho de bacalhau atrai gente até da Capital. Ainda sobra tempo para invenções esporádicas, previamente testadas pelos mais chegados. A última delas, acredite, agrada até quem não abre mão da carne: couve-flor à milanesa. Depois dessa, Luiz e Dito podem derrubar qualquer parede que ninguém vai arredar o pé do irretocável botecão.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

  • 19 3871 2522  |  19 3871 4044
  • contato@bardodito.com
  • Avenida Dom Nery, 392, Centro - Valinhos/SP